Não sou economista e confesso detestar política, burocracias e assuntos financeiros mas procuro me informar e cada vez mais me confundo, espanto e me enojo!
Como ainda não vi informação alguma sobre este assunto, seja publicada pela mídia
ou qualquer órgão de classe, escrevo o depoimento abaixo para que seja um alerta a todos:
Recebemos mensalmente, meus irmãos e eu, parte de uma pensão advinda dos longos anos de serviços prestados por meu pai em dois órgãos públicos.
No mês de fevereiro deste ano de 2009, o valor depositado por um dos órgãos, a UFRJ chegou reduzido à metade, sem explicação alguma.
Mês seguinte, o valor foi reposto sem a minima correção e, como foi somado ao valor do mês pago, as taxas do IR ficaram mais elevadas.
O que ocorreu, onde o dinheiro de milhares de aposentados e pensionistas foi aplicado, além do imposto de renda aumentado, não vimos noticiado em parte alguma. Apenas mais uma arbitragem de um governo que não cabe em si de tanta necessidade de capital para cobrir seus custos desgovernados. Ou será que não foi em benefício do governo?
Agora, em agosto, aconteceu o mesmo. Quase cinquenta por cento de redução no contra cheque e no depósito na conta obrigatória do Banco do Brasil.
Em Setembro, novamente a correção do pagamento foi feita. De novo sem juros ou qualquer outra correção e o imposto de renda recolhido sobre a soma dos valores pagos!
Então, soube de fonte direta e próxima que isto também estava ocorrendo com as folhas de aposentados que recebem valores ínfimos, deixando-os à mercê dos bancos que invadem as residências através de seus telemarketings oferecendo o tal "empréstimo consignado"!
Ora, o pobre trabalhador sem reservas, que não tem de onde tirar para pagar suas contas básicas, e estando à mercê de juros altíssimos e outras penas mais graves, assume o tal empréstimo.
Coincidência? Provavelmente não, pois todos os bancos que fazem parte do esquema tem acesso aos valores pagos e às carências do pobre governo!
O fato é que o assédio ferve covardemente nestas ocasiões, a par com as informações sobre os deficits governamentais.
Neste mês, a trama me pareceu esclarecida e hedionda ao ser publicada a notícia de que no final de setembro, o Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS) reduziu o teto dos juros para o crédito consignado (com desconto em folha) para os aposentados. Com a mudança, a taxa máxima a ser cobrada passou de 2,5% para 2,34%, sendo este o Custo Efetivo Total (CET) da operação, que engloba todas as possíveis tarifas e impostos cobrados.
Afinal me pergunto se sou uma mente maléfica e perversa e o nosso Governo está mesmo carente e preocupado com seu povo ou estamos a caminho de uma ditadura disfarçada, mas completamente invasiva, cruel e autoritária!
Peço às pessoas bem informadas que me orientem e desmintam caso eu tenha cometido enganos de informação ou interpretação.