Desde sempre lembro-me viajando em imagens. Primeiro elas fugiram de meu olhar interno e se faziam ver mergulhadas em papel e cores. Depois vieram as palavras e a inspiração dos sonhos, pois foi a realidade que, muitas vezes, trouxe os pesadelos. Em busca de organizar este mundo interior surgiu a Ilha.União de idéias e sonhos, asas que herdei. Apresento-a em pequenos trechos e peço que questionem, perguntem muito para que ela possa tornar-se mais rica e interessante, lugar melhor pra viver.

5.3.06

Gustavo, tão gostado, tanto amado!


Datas são apenas numeros enquanto não representam algo importante em cada vida. Oito de março passou a ser não mais o dia internacional da mulher mas uma lembrança de susto e muita dor!

Naquela noite de oito de março de 2003 um bom e belo homem, pleno de criatividade e de conhecimentos sobre arte e sua história, professor, esposo, pai, irmão, amigo e tio muito amado, foi inexplicável e covardemente assassinado.

São três anos de ausência e espanto mas ele continua a ser lembrado, não só para nós sua família mas para muitos mais. Soubemos que foi criada, no Orkut, uma comunidade em sua homenagem sob o título- Eu amava Gustavo Schnoor.
Ele vive!


OITO DE MARÇO
PARA GUSTAVO

Pensei fazer-te hoje, uma homenagem
Como uma tola forma de lembrar-te.
Mas como lembrar do que jamais esqueço?
Como estar perto se te sinto dentro?

Acender velas sobre a tal calçada,
Ultimo espaço a ver tua luz dourada?
Flores sobre a Lápide que te guarda os restos?
Será que algum dia poderá ser resto?
Quem foi Inteiro, pleno e tão completo...

Não, nenhuma oração vai te alcançar o vôo.
Qualquer parte de ti será tão grande e vasta,
Que mal verei na amplidão do espaço
Lugar algum que tua alma caiba

Prefiro o sono que me esvai do tempo
Que dissolve os espaços do caminho
E me retorna a ti, inteiro e onde te encontro.
Fonte de luz, de sons, de muitas cores.
Imenso, pleno e sempre em meus amores
E, ternamente eterno enquanto eu vivo.


Angela Schnoor.

12 Comments:

Blogger 125_azul said...

Assim, hoje é dia de lembrar que um dia partiremos também. Dia de lembrar que enquanto não partirmos temos o dever sagrado de esbanjar amor explicíto a quem de facto amamos, nossos filhos, nossos pais, nossos irmãos, nossos amigos, nosso amor.
Abraço apertadinho, amiga grande e venerada.

3:48 PM

 
Anonymous Anônimo said...

Agradeço a sugestão 125_azul.

Angela querida nem sei que possa dizer.
Apenas que o tempo ajuda a diminuir um pouquinho a nossa dor.
Beijinhos.

4:53 PM

 
Blogger Fábia said...

Oi Mamãe, adorei o poema, muito lindo mesmo, nem dá para acreditar que o tempo passa e o mundo pode continuar sem uma parte tão importante do nosso corpo família.
beijos felizes dos tempos desfrutados. fábia.

7:27 PM

 
Blogger Angela said...

Todo dia é dia de morrer. Toda hora é hora de renascer assim como toda noite dormimos e todo dia acordamos. Só que um dia dormimos muuuitooooooooo e renascemos em algum outro lugar... mas, continuamos a acordar aqui, a cada vez que alguém lembra de nós.

Gustavo foi tão amorosamente intenso que a falta que dele sentimos tem a sua cara!
Por isso ele vive! em nós e em todos aqueles a quem contaminou com sua luz.

3:06 AM

 
Anonymous Anônimo said...

Eu amava Gustavo Schnoor, pelo breve tempo de convívio com ele e sua esposa, ele era como um irmão de alma. Nunca o esqueci. E nunca encontrei um substituto para trabalhar como ele. Lamento de nunca ter tido a chance de conhecer Angela e muito me agradaria saber como vai a família dele. Saudades, saudades, saudades.

7:14 PM

 
Blogger Angela said...

Anõnimo,
sinto que não tenha se nomeado. Todos os que conviveram com Gustavo são bem vindos a queridos como ele.
Já são 10 anos de ausência. Eu, Angela, sou a irmã mais velha dele.
Sua esposa até hoje lamenta a ausência dele, assim como seus 3 filhos que hoje já geraram 3 crianças, netos de Gus e Liana. Desejo que, de qualquer forma, ele seja um avô feliz. Sei que estaria encantado com a família.
Obrigada, um abraço.


7:38 PM

 
Anonymous Anônimo said...

Melhor professor. É 2015 e ainda lembro de suas aulas, sentavamos no chão da sala de aula da UERJ só para poder ouvir aquele homem falar de Hístoria, falar de Arte.

4:23 PM

 
Blogger Davidson Caldeira Rocha said...

Grande professor na arquitetura Silva e Souza 1980.

9:24 AM

 
Blogger Angela said...

Davdson,
Bom saber que ainda há quem não o esqueça.
Mandei seu recado para Liana, é sempre um calor agradável em nossa memória.
obrigada.

12:23 PM

 
Anonymous Anônimo said...

Fui aluna do querido e saudoso Gustavo Schnoor no segundo semestre de 2002, na disciplina História da Arte I, e ele seria meu professor no ano seguinte. Foi uma grande perda... uma parte de minha formação ficou apenas na promessa e, em seu lugar, restou apenas a saudade e a memória de suas aulas e seu jeito único que enchia as salas e corredores da UERJ. Nesses dias de quarentena, fico pensando como pessoas como Schnoor fazem falta, se foram tão cedo...
Que suas memórias aqueçam nossos corações.
<3

12:21 AM

 
Blogger Unknown said...

Me chamo Luciana Lima e tive o imenso privilégio de assistir as aulas do saudoso Gustavo Schnoor na UERJ. A sala estava sempre abarrotada de gente e o espaço era disputado por alunos que como eu que procuravam registrar a riqueza do conteúdo portando gravadores e lanterninhas para não perder os preciosos detalhes surgiam e eram lecionados com maestria. Meu modesto acervo de Artes tem muito da sua influência e guardo com carinho livros que me trazem boas lembranças como suas apostilas em 4 volumes, bem como o livro de Arnoldo Hauser e um revisado por seu pai, Armando Schnoor que ele sempre mencionava nas suas projeções de Slides. Ele era, e acredito que continua sendo um exemplo de dedicação e sabedoria para todos nós. Em minha formação acadêmica tive muitos professores dedicados e maravilhosos, e sou grata a eles por tudo o que aprendi, mas poucos me marcaram a trajetória como Gustavo Schnoor, ainda hoje me inspiro nos seus ensinamentos e na sua forma de lecionar para tentar transmitir aos meus alunos um pouco da grande troca de conhecimento que acontecia naquelas salas. Sou muito grata pela imensa honra me encontrar entre seus saudosos alunos e dei o nome dele ao meu laboratório criativo. Saudades sempre, Mestre.

8:18 PM

 
Blogger Unknown said...

Estudei História da Arte, com o Gustavo, no inicio dos anos 90, na Silva e Souza, em Ramos. Não sei dizer exatamente o por quê, mas sempre me lembro do Gustavo. Sua presença foi marcante em minha vida. Eu saía das aulas estimulado, ia andando da rua Uranos até a avenida Brasil, pegar um ônibus para Nova Iguaçu. Era uma "viagem" e eu não percebia o tempo passar, tamanha era a minha empolgação com suas aulas. Tive a oportunidade de dizer isso para ele, nas vezes que fomos juntos da Silva e Souza para o Largo Machado (de metrô), onde morei por um tempo. Gustavo era um cara Brilhante, destas pessoas raras que passam pela Terra como um Cometa e marcam nossas vidas para sempre. Sorte de quem pode conhece-lo. Hoje lembrei dele novamente, ao falar de suas aulas para um estagiário meu. Que sua estrela continue a nos iluminar.

6:18 PM

 

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